Sunday, April 15, 2007

Amor platónico

"não li uma parte considerável dos clássicos que mais amo."
"Já me aconteceu, de resto, ficar a conhecer menos um clássico após o ter lido."nascer
Eis aqui, explicado na primeira pessoa, uma parte do mecanismo heteróclito, a que às vezes aludo, que faz com que a velha europa esteja em sarilhos e que se encontrem intelectuais que há muito perderam de vista os grandes conceitos básicos, amados mas não 'lidos', por exemplo, "liberdade de expressão" ou "perjúrio", para referir posts anteriores do Acerca do mundo.
Na selvagem e inculta América tudo isso ainda é venerado como uma última moda e defendido como um tesouro.
Compreendo muito bem tudo isto porque, é claro, também sofro do mesmo. Mas já me diagnostiquei e não faço tenções de tornar a cair nessas. maria's lovers
E, valha-me Deus, ainda sei identificar e sentir a grandeza onde quer que a encontre e não convencer-me dela e aceitá-la passivamente só porque a vejo aclamada por "B, C, D, etc".

Reagir à tomada de consciência de que se está enfiado num buraco apregoando que era isso mesmo que se pretendia e que se lá está muito bem, até pode ter a sua piada, que não tem, mas não convence ninguém.

É caso para dizer: o rei vai nu... porque gosta. Ou cantar a mágica cançoneta: "o sapo não lava o pé: não lava porque não quer."

Como também se lê noutro post do blog citado:
"Nascemos com o estranho dom de enganar-nos."
Enganar os outros é que já é mais difícil.

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