Friday, April 13, 2012

Que parvo que eu sou

Tive coragem e continuei a ler. Fiz mal.

A definição de sílaba átona está boa.



Sílaba átona
Qualquer sílaba que não apresenta proeminência relativa no nível prosódico da palavra ou da
frase, ou seja, que não possui acento.
A sílaba "sa" da palavra "casa". 

Ficamos a saber que na palavra casa há duas sílabas: ca-sa e que c(á)- é a tónica e -sa a átona. OK.

Mas depois lê-se:


Redução
Processo fonológico que consiste no enfraquecimento de uma vogal em posição átona.
A primeira vogal de "bolo" sofre uma redução em "bolinho". O mesmo sucede nos pares
"medo"/"medroso" e "mata"/"matagal"

Em bolo há duas sílabas, b(ô)-, tónica e -lo, átona. Tem de ser: é uma palavra grave. Ora se a primeira vogal de bolo sofre uma redução a definição diz-nos que está "em posição átona".
A sílaba -(ô) em posição átona?; quando é a sílaba tónica da palavra? Não bate certo.

São parvos, pá


Como sempre, a primeira coisa que li, a primeira, foi desconcertante:
---
Vogal 
Som produzido sem uma obstrução do tracto vocal.
 Em português, foneticamente, é possível identificar catorze vogais, que se distinguem em função do seu ponto de articulação (estabelecendo-se distinções através dos movimentos da língua e dos lábios, bem como da passagem ou não de ar pela cavidade nasal).
As vogais de: “pó”, “dor” e “no” são arrendondadas (projecção dos lábios).
As vogais de, “da” e “de” são recuadas (recuo da língua). 
As vogais de “li”, “do” e “de” são altas (elevação da língua). As vogais de “lê”, “da” e “dor” são médias (língua em repouso). 
As vogais de”, “pó” e “pé” são baixas (descida da língua).  
As vogais correspondentes aos sublinhados em “sã”, “dente”, “fim”, “som” e “um” são nasais. 
As restantes vogais do Português são orais.
---
 Isto não é fonética, é física quântica:
About 80 years ago, scientists discovered that it is possible to be in two locations at the same time  - at least for an atom or a subatomic particle, such as an electron.
Acho que não tenho coragem de ler mais nada.

Acerca da classificação dos sons da fala:
Ponto de articulação:
Refere-se ao local, no tracto vocal, onde ocorre a articulação dos sons.
O ponto de articulação permite distinguir, por exemplo, consoantes bilabiais, dentais, palatais ou velares.
Ponto de articulação labial (/p/, /b/, /m/) ou dental (/t/, /d/).  

Modo de articulação
Refere-se à forma como o ar atravessa as cavidades supraglotais, na produção dos sons, nomeadamente à presença ou ausência de constrição no tracto vocal e ao grau de constrição e à existência ou não de vibração de cordas vocais. O modo de articulação permite distinguir, por exemplo, consoantes oclusivas, fricativas, laterais ou vibrantes ou consoantes sonoras de surdas.
Modo de articulação oclusivo: /p/, /t/, /k/, /b/, /d/, /g/.
As consoantes oclusivas podem ser sonoras (/b/, /d/, /g/) ou surdas (/p/, /t/, /k/), consoante são produzidas com ou sem vibração das cordas vocais.  

Wednesday, April 11, 2012

Oh my God

Não é para defender o Unabomber mas ao que parece as máquinas já iniciaram o seu caminho para a "Self-consciousness": já sabem quando estão doentes e não só se curam a si mesmas como, aparentemente, o fazem depressa!


Monday, March 19, 2012

Finalmente

Vi um documentário há anos na TV onde a história (lenda?) do tijolo do Forte de Jiayuguan, na China, foi contada. A história ficou indelevelmente memorizada mas nunca mais me consegui lembrar do nome do forte, até hoje!
Um resumo da história: contrataram um arquiteto que quando entregou a lista de material necessário foi chamado e levou um grande raspanete do general porque ele tinha pedido um número exacto de tijolos e o general fez-lhe notar que era necessário acrescentar uma reserva, a contar com imprevistos e tal. "Um militar usa sempre reservas!"
O arquiteto calou e logo enviou o novo pedido corrigido de tijolos: o número anterior (2 323 256, que fosse) mais 1 de reserva.
...
Esse tijolo ainda lá está, num varandim.

(Uma versão diz que que o arquiteto não calou e insistiu no número exato calculado. O general ficou furioso e preparou-se para a vingança se sobrassem ou faltassem tijolos. Como sobrou 1 o arquiteto colocou.o no chão de um varandim e quando o general o apontou "Ah ah!" pronto para executar a vingança, simplesmente lhe disse que aquele tijolo era fundamental e que se fosse removido toda a estrutura ruíria. Ninguém se atreveu, até hoje, a retirar o tijolo sobrante.)

Jiayuguan, uma das minhas histórias preferidas.

Saturday, February 4, 2012

O tédio

E não leio mais nada d'O Livro do Desassossego, de Pessoa, porque já só me interessa saber o que significa vilegiatura 
(italiano villegiatura
s. f.
Temporada que se passa fora da terra, a banhos, no campo ou viajando, para descansar dos trabalhos habituais.

Ler 'literatura' agora parece-me oco, banal, irritante. 
Oco. Um nada.
Sou como uma criança enjoada de chocolate.

Olha só que belo site

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do

Tuesday, January 31, 2012

RA :-P

Num país em que Américo Amorim não é rico, é natural que o presidente da República não ganhe para as despesas.
in Visão; Boca do Inferno; 26/01/2012 

Tuesday, January 24, 2012

O espetador de espetadores. Espetáculo!

No Ciberdúvidas (aqui) explicam que essa história das consoantes mudas servirem para indicar que a vogal átona anterior é aberta (espectador- o c manda ler é: espétador) é tanga.

Vejo-me na estranha posição de ter de alterar não a grafia mas a pronúncia de uma palavra! Como tenho, por imposição neurológica, de escrever espectador (para ler espétador)  vou ter de começar a ler espéquetador porque se escrevo o c só pode significar que o pronuncio.
Não me faltava mais nada (ironia).

Wednesday, January 18, 2012

Letra do fado "Depois que um beijo me deste"

Letra: Maria Margarida Castro
Música: Frederico de Brito (Fado da Azenha)

[Camané]

Outros amores já tiveste
Maiores talvez do que este
Mas uma coisa eu sei bem
Depois que um beijo me deste
Todos os outros esqueceste
E a quem os deste também

Um dia, p’ra me esquecer
Amarás outro qualquer
Mas teu mal não terá fim
Podes amar quem quiseres
Que em cada beijo que deres
Hás-de lembrar-te de mim

Aos outros a quem amares
É melhor beijos não dares
P’ra não sofreres o castigo
De em mim nem sequer pensares
Mas sentires, quando os beijares
Que os atraiçoas comigo

Confirmar

Estou a ler uns relatório sobre a barragem do Tua. É de rir, a palhaçada.
São todos analfabetos. Dão erros. Não sabem o que estão a dizer.
Escrevem m. para dizer metro, os infelizes. (Os símbolos das unidades de medida do Sistema Internacional (SI) não levam pontinho: 30 m de largura).

Só para arranjar com que entreter os leitores deste blogue - coisa em que penso amiúde - lembrei-me de testar a informação (como aconselhei aqui). Bem, já que era para divertimento agarrei-me logo à primeira coisa que me pareceu que um analfabeto não fizesse a menor ideia do que era. Na linha 5, hehehe!, leio:


Geographical coordinates: 
N41º 6’ 6’’ W7º 47’ 56’’


Bem, depois de escrever como deve ser, 41º 6' 6'' N 7º 47' 56'' W, vi com surpresa que, para um estúpido, não é lá muito longe da Barragem do Tua, dado que acertaram no país e até, pasme-se, na região do Douro, mas é o suficiente para dar vontade de rir e de fazer corar o GPS. Lamego ainda é longe!
Era bom era largar neste exacto ponto um desses desgraçados e obrigá-lo a ir a pé até à Barragem do Tua.
Claro que, para os poupar de tão distorcida maçada, não deixo o link para o documento.

Quando as vinhas eram construídas ao ritmo das gerações, tinha a sua piada. Agora o que tem piada é as pessoas olharem para aquelas infindáveis chagas nas serranias e só verem beleza.

Outra piada é o rio Tua trazer para o Douro a imundíce feia e escorregadia das descargas das azenhas (águas ruças), e ninguém piar.

Monday, January 16, 2012

2:18

O meu dia hoje teve 2 minutos e 18 segundos, o tempo que estive ao telefone com as minhas filhas.

Sunday, January 8, 2012

Falência

O meu esquentador avariou: parti-lhe o botão de acender e pôr no máximo e no mínimo.
Revelou-se uma chapa identificativa que diz: A. Gouveia - Valencia (España).
Também diz, coisa extraordinária dar dois erros em duas letras, Kw.
Vejam bem, a potência calorífica - coisa que tem de ser alheia a quem quer que seja que escreveu ou leu aquilo dentro da empresa - vem em unidades Kw. São dois erros em duas letras.
Sim, adivinharam, sem ser preciso ir ler os posts deste blogue sobre unidades SI, é precisamente o contrário: kW.
k, minúsculo, de kilo, que quer dizer 'mil', e W, de Watt, James Watt, a unidade derivada SI de potência que vale 1 J/s.
O watt tem símbolo em maiuscula porque vem de um nome próprio. Eu disse símbolo. O nome, watt, é um substantivo comum. Capice?