Letra: Júlio Pomar
Música: Armando Freire [Fado Manganito]
Sem capricho ou presunção
Nesta torre de papel,
Deita sete olhares de mel
Em metade de um limão.
Na noite mais traiçoeira
Ruim, medonha, brutal,
Descontada a pasmaceira
Do inferno do normal.
Se me vires a cara séria
Juiz, togado ou em fralda,
A julgar faltas, à balda,
Num tribunal multimédia.
E tomado o pensamento
Por rombo, machado ou moca
Pega no laser da moda,
Dou-te o meu assentimento.
Se me vires, por fraqueza,
Por perfídia ou aflição,
Mergulhado na tristeza
Com que se mói a razão.
E servi-la à sobremesa
Das ceias da frustração,
Assentado na baixeza
O programa da nação.
Por favor peço-te só
Não te demores, vem logo.
Traz gasolina, põe fogo,
Meu amor, não tenhas dó.
Tuesday, December 3, 2013
Fado. Nasceu assim, cresceu assim
Letra: Vasco Graça Moura
Música: Fernando Tordo
Talvez a mãe fosse rameira de bordel
Talvez o pai um decadente aristocrata
Talvez lhe dessem à nascença amor e fel
Talvez crescesse aos tropeções na vida ingrata.
Talvez o tenham educado sem maneiras
Entre desordens, navalhadas e paixões
Talvez ouvisse vendavais e bebedeiras
E as violências que rasgavam corações.
Talvez ardesse variamente em várias chamas
Talvez a história fosse ainda mais bizarra
No desamparo teve sempre duas amas
Que se chamavam a viola e a guitarra.
Pois junto delas talvez já o reconheçam
Talvez recusem dar-lhe o nome de enjeitado
E mesmo aqueles que o não cantam não esqueçam
Nasceu assim, cresceu assim, chama-se Fado.
Fado: por morrer uma andorinha
Por Morrer Uma Andorinha
Letra: Frederico de Brito, Américo Tavares dos Santos / Versículos – Judite Leal
Música: Francisco Viana [Fado Menor]
Se deixaste de ser minha – minha dor
Não deixei de ser quem era – e tudo é novo
Por morrer uma andorinha – sem amor
Não acaba a Primavera – diz o povo.
Como vês não estou mudado – felizmente
E nem sequer descontente – ou derrotado
Conservo o mesmo presente – do passado
E guardo o mesmo passado – bem presente.
Eu já estava habituado – a este fado
E a que não fosses sincera – em teu amor
Por isso eu não fico à espera – do sabor
Duma ilusão que eu não tinha – e nem renovo
Se deixaste de ser minha – minha dor
Não deixei de ser quem era – e tudo é novo.
Vivo a vida como dantes – a cantar
Não tenho menos nem mais – do que já tinha
E os dias passam iguais – para não voltar
Aos dias que vão distantes – de seres minha.
Horas, minutos, instantes – desta vida
Seguem a ordem austera – com rigor
Ninguém se agarre à quimera – sem valor
De que o destino encaminha – e não é novo
Pois por morrer uma andorinha – sem amor
Não acaba a Primavera – diz o povo.
Letra: Frederico de Brito, Américo Tavares dos Santos / Versículos – Judite Leal
Música: Francisco Viana [Fado Menor]
Se deixaste de ser minha – minha dor
Não deixei de ser quem era – e tudo é novo
Por morrer uma andorinha – sem amor
Não acaba a Primavera – diz o povo.
Como vês não estou mudado – felizmente
E nem sequer descontente – ou derrotado
Conservo o mesmo presente – do passado
E guardo o mesmo passado – bem presente.
Eu já estava habituado – a este fado
E a que não fosses sincera – em teu amor
Por isso eu não fico à espera – do sabor
Duma ilusão que eu não tinha – e nem renovo
Se deixaste de ser minha – minha dor
Não deixei de ser quem era – e tudo é novo.
Vivo a vida como dantes – a cantar
Não tenho menos nem mais – do que já tinha
E os dias passam iguais – para não voltar
Aos dias que vão distantes – de seres minha.
Horas, minutos, instantes – desta vida
Seguem a ordem austera – com rigor
Ninguém se agarre à quimera – sem valor
De que o destino encaminha – e não é novo
Pois por morrer uma andorinha – sem amor
Não acaba a Primavera – diz o povo.
Monday, December 2, 2013
Barreiras sociais
Uma palavra, um sorriso, um peido chega para derrubar a barreira do dinheiro. O difícil é chegar ao "confronto".
Já a barreira cultural é intransponível.
Já a barreira cultural é intransponível.
Friday, November 29, 2013
Share | like
Agora não é costume 'partilhar' tudo o que encontramos e achamos interessante ou 'giro'? Então divirtam-se:
Wednesday, November 13, 2013
O emprego certo
Acabei de descobrir o emprego certo para mim: Erection Department *Manger*! Na Tissot.
Acontece que tenho uma ideia para uma nova linha de Tissot Touch. Um TT para músicos com funcionalidades irresistíveis. Uma ideia brilhante de sucesso garantido. Como vendê-la?
Acontece que tenho uma ideia para uma nova linha de Tissot Touch. Um TT para músicos com funcionalidades irresistíveis. Uma ideia brilhante de sucesso garantido. Como vendê-la?
Friday, November 8, 2013
Thursday, November 7, 2013
O Houaiss não vale um bazaruco
A que chamamos a um dicionário que não lista palavras que usa na definição de outras?
Brincalhão?
Eu digo que é um dicionário "pouco inteligente".
Brincalhão?
Eu digo que é um dicionário "pouco inteligente".
Thursday, October 24, 2013
Fulano tal, metereologista, prevê rajadas compridas
Como é que estas bestas conseguem? Como?
Como é que têm emprego? Como?
Como conseguem que lhes deêm dinheiro ao fim do mês? Como?
E eu aqui.
Saturday, October 19, 2013
Subscribe to:
Posts (Atom)


