Friday, May 22, 2026

Mamma mia!

"I believe in angels" traduz-se como

acredito em anjos


ponto final.


tradução profissional: em anjos eu acredito (no filme Mamma mia)


Continuo a achar um grande mistério o mundo dos tradutores profissionais. Em verdadeira teoria da conspiração eu acredito.

Tuesday, May 19, 2026

pior que escravos

Ludista refere-se aos participantes do movimento operário radical do início do século XIX, na Inglaterra, que protestavam contra a industrialização invadindo fábricas para quebrar máquinas. Hoje, o termo descreve, por extensão, qualquer pessoa que se oponha ao avanço tecnológico ou à modernização.
O movimento original ocorreu entre 1811 e 1819 e destacou-se por três vertentes principais:
  • Causas: A mecanização provocou o aumento do desemprego, a precarização do trabalho e jornadas exaustivas, levando os operários a culparem as máquinas pelas péssimas condições de vida.
  • Ação Direta: Os trabalhadores ficavam conhecidos como "quebradores de máquinas". Antes de atacar, enviavam cartas anónimas aos patrões exigindo melhores condições, assinadas pelo mítico líder General Ned Ludd.
  • Repressão: O governo britânico reprimiu o movimento com extrema violência, aplicando penas que incluíam a pena de morte e o exílio para os operários condenados.



Sunday, May 17, 2026

A origem de “morcão”: da Gália antiga ao português moderno

Poucas palavras do nosso calão têm uma viagem tão improvável quanto morcão. Hoje usamos o termo para chamar alguém trapalhão, bronco ou simplesmente desajeitado. Mas a história por trás desta palavra é muito mais antiga — e bem mais sangrenta — do que parece.

A pista decisiva surge num trecho de O Povo Português, de Teófilo Braga, onde o autor cita um costume dos antigos Gauleses. Entre eles, existia quem cortasse o dedo polegar para evitar o serviço militar. Esses homens eram chamados murcus. Sem polegar, não podiam segurar uma lança nem puxar o gatilho de uma arma — logo, eram considerados inúteis para a guerra.

Braga observa ainda que, no Minho, se usava a palavra murcão como insulto para designar alguém desajeitado. A ligação é evidente: o “murcus” gaulês, incapaz de combater, transforma‑se no “murcão” português, incapaz de fazer as coisas como deve ser. Com o tempo, a forma evolui naturalmente para morcão, a versão que hoje domina no uso popular.

A etimologia provável reforça esta leitura. A raiz céltica mur- está associada a ideias de cortar, mutilar ou diminuir. Assim, murcus significaria literalmente “o diminuído”, “o que perdeu algo”, “o que se mutilou”. A palavra atravessa séculos, adapta-se às línguas românicas e acaba por sobreviver no português do Noroeste como termo depreciativo.

Curiosamente, existe também “morcão” no sentido de massa de larvas de mosca, mas esta é outra palavra, de outra origem, apenas homónima. A coincidência sonora pode ter reforçado o tom pejorativo do insulto, mas não está na sua raiz histórica.

No fim de contas, chamar alguém de morcão é, sem o sabermos, recuperar um eco longínquo da Gália antiga — um insulto com mais de dois mil anos, nascido de um gesto extremo de fuga ao combate. Uma pequena cápsula linguística onde se cruzam antropologia, história militar e o humor popular português.

Ursa maior

 A palavra setentrionais tem origem na astronomia e na mitologia romana, vinda do latim septentrionales (plural de septentrionalis).

Aqui está a história da palavra:
  • As sete estrelas: A raiz vem de septem triones, que significa "sete bois de carga".
  • A constelação: Os antigos romanos chamavam as sete estrelas principais da constelação da Ursa Maior de "os sete bois".
  • O movimento: Eles viam essas estrelas girando lentamente ao redor do polo norte celeste, como bois arando um campo circular.
  • A direção: Como essa constelação indica sempre o norte, a palavra passou a significar a própria direção norte.

Monday, May 11, 2026

say your line, Mary

 "não é como se eu conhecesse
uma plétora de ornitologistas"

Friday, May 8, 2026

Commented

 The Universe 25 experiment is often presented as if it revealed a deep or surprising truth about life, society, or human nature. In reality, its core observations are quite basic: when you place animals in a confined environment, prevent dispersal, and allow population density to rise, their behavior changes; stress increases, social interactions become more strained, and reproduction and caregiving can degrade. These are not mysterious findings—they are consistent with what is already known from ecology, ethology, and everyday experience in both animals and humans. Confinement, forced proximity, and lack of meaningful escape options alter behavior. That is expected, not revelatory.

What gives the experiment its cultural weight is not novelty, but imagery. It compresses familiar dynamics into a single, visually dramatic narrative: overcrowding, social breakdown, withdrawal, and collapse. But the mechanisms involved are neither singular nor exclusive to that setup, and they do not justify sweeping conclusions about civilization or human destiny. The experiment does not establish a law of inevitable decay, nor does it demonstrate that abundance leads to failure. It demonstrates that social systems are sensitive to structure, space, and interaction constraints. The more interesting point is not what it “proves” about mice, but what people project onto it about themselves. It becomes a canvas for anxieties about modern life, density, freedom, control, and order. Some see in it a warning about too much freedom; others see a warning about too much constraint. But both readings tend to overreach the data and turn a narrow experimental setup into a universal social theory. At its core, the experiment circles back—without resolving—to an older question that does not belong to biology alone: how should beings live together under conditions of dependence, proximity, and limited space? This is not a new question and it was never exclusive to laboratories. It is the question already posed in philosophy long before modern science: how must humans live? That Socratic question remains the real issue underneath the experiment, and it does not receive an answer from it. It only gets restated in another form. _________

Saturday, May 2, 2026

quote

Ser velho é conhecer mais mortos do que vivos.