sábado, dezembro 28, 2013

Tradição

Acabei de reparar que os relógios digitais prestam os seus respeitos
aos analógicos (!) continuando a usar a famosa posição "dez e dez", ou
perto disso, para a 'hora de exposição'.
Qual o 'melhor' número para um mostrador digital (XX:XX)?

10:01
12:02
08:08
00:00
...?

quarta-feira, dezembro 25, 2013

Fotografia

As pessoas que veem a fotografia devem compreender o que te levou a tirá-la.

 

terça-feira, dezembro 10, 2013

The stolen clock

Às vezes parece que está tudo feito. Outras, que está tudo por resolver.

segunda-feira, dezembro 09, 2013

Tudo

Tudo deve ter limites, sobretudo a paciência.


(Se a paciência não tiver limites deixa de ser uma Virtude.
"sobretudo" por isso, não para os medir. Quer dizer que "sobretudo" se refere ao "deve ter" não é uma apreciação dos limites. A determinação dos limites é outra história.{OMG!})

terça-feira, dezembro 03, 2013

O pescador e o génio

"you could only fish for so long before you gotta throw a stick of dynamite in the water"

Fado: Pontas soltas

Letra: Maria do Rosário Pedreira
Música: Joaquim Campos [Fado Castanheira]

Dizem que já não me queres,
Que há outro na tua vida
E que é dele que tu gostas.

São as línguas das mulheres
Que vinham lamber-me a ferida
Se me virasses as costas.

Se eu não levo isso a peito
Nem olho para a desdita
Como coisa que se veja,

Tu tens de perder o jeito
De ser sempre a mais bonita
E despertar tanta inveja.

Dizem que já me enganaste
Soprando no meu ouvido
Fados de rara beleza.

Não sei se me atraiçoaste,
Mas eu senti-me traído
Mesmo sem ter a certeza.

Nada disto acontecia
Se desses as tuas voltas
Sempre, sempre, ao meu redor.

Tens de perder a mania
De deixar as pontas soltas
Na história do nosso amor.

Fado: Júlia florista

Letra: Joaquim Pimentel
Música: Leonel Vilar

A Júlia florista
Boémia e fadista
Diz a tradição
Foi nesta Lisboa
Figura de proa
Da nossa canção
Figura bizarra
Que ao som da guitarra
O fado viveu
Vendia as flores
Mas os seus amores
Jamais os vendeu.

Ó Júlia florista
Tua linda história
O tempo gravou
Na nossa memória

Ó Júlia florista
Tua voz ecoa
Nas noites bairristas
Boémias, fadistas
Da nossa Lisboa.

Chinela no pé
Um ar de ralé
No jeito de andar
Se a Júlia passava
Lisboa parava
Para a ouvir cantar
No ar um pregão
Na boca a canção
Falando de amores
Encostado ao peito
A graça e o jeito
Do cesto das flores.

Fado do 112

Letra: Júlio Pomar
Música: Armando Freire [Fado Manganito]

Sem capricho ou presunção
Nesta torre de papel,
Deita sete olhares de mel
Em metade de um limão.

Na noite mais traiçoeira
Ruim, medonha, brutal,
Descontada a pasmaceira
Do inferno do normal.

Se me vires a cara séria
Juiz, togado ou em fralda,
A julgar faltas, à balda,
Num tribunal multimédia.

E tomado o pensamento
Por rombo, machado ou moca
Pega no laser da moda,
Dou-te o meu assentimento.

Se me vires, por fraqueza,
Por perfídia ou aflição,
Mergulhado na tristeza
Com que se mói a razão.

E servi-la à sobremesa
Das ceias da frustração,
Assentado na baixeza
O programa da nação.

Por favor peço-te só
Não te demores, vem logo.
Traz gasolina, põe fogo,
Meu amor, não tenhas dó.

Fado. Nasceu assim, cresceu assim


Letra: Vasco Graça Moura
Música: Fernando Tordo

Talvez a mãe fosse rameira de bordel
Talvez o pai um decadente aristocrata
Talvez lhe dessem à nascença amor e fel
Talvez crescesse aos tropeções na vida ingrata.

Talvez o tenham educado sem maneiras
Entre desordens, navalhadas e paixões
Talvez ouvisse vendavais e bebedeiras
E as violências que rasgavam corações.

Talvez ardesse variamente em várias chamas
Talvez a história fosse ainda mais bizarra
No desamparo teve sempre duas amas
Que se chamavam a viola e a guitarra.

Pois junto delas talvez já o reconheçam
Talvez recusem dar-lhe o nome de enjeitado
E mesmo aqueles que o não cantam não esqueçam
Nasceu assim, cresceu assim, chama-se Fado.

Fado: por morrer uma andorinha

Por Morrer Uma Andorinha

Letra: Frederico de Brito, Américo Tavares dos Santos / Versículos – Judite Leal
Música: Francisco Viana [Fado Menor]

Se deixaste de ser minha – minha dor
Não deixei de ser quem era – e tudo é novo
Por morrer uma andorinha – sem amor
Não acaba a Primavera – diz o povo.

Como vês não estou mudado – felizmente
E nem sequer descontente – ou derrotado
Conservo o mesmo presente – do passado
E guardo o mesmo passado – bem presente.

Eu já estava habituado – a este fado
E a que não fosses sincera – em teu amor
Por isso eu não fico à espera – do sabor
Duma ilusão que eu não tinha – e nem renovo
Se deixaste de ser minha – minha dor
Não deixei de ser quem era – e tudo é novo.

Vivo a vida como dantes – a cantar
Não tenho menos nem mais – do que já tinha
E os dias passam iguais – para não voltar
Aos dias que vão distantes – de seres minha.

Horas, minutos, instantes – desta vida
Seguem a ordem austera – com rigor
Ninguém se agarre à quimera – sem valor
De que o destino encaminha – e não é novo
Pois por morrer uma andorinha – sem amor
Não acaba a Primavera – diz o povo.

segunda-feira, dezembro 02, 2013

Barreiras sociais

Uma palavra, um sorriso, um peido chega para derrubar a barreira do dinheiro. O difícil é chegar ao "confronto".

Já a barreira cultural é intransponível.

Congelado

Tudo me interessa mas nada me move.