sábado, agosto 31, 2013

Barclay's X Paul Potts

http://www.telegraph.co.uk/finance/personalfinance/fameandfortune/10092113/Paul-Potts-from-brink-of-bankruptcy-to-multi-millionaire.html

Ao contrário de toda a gente - que pensa que os banqueiros são muito espertos e os bancos é que sabem - gosto de verificar o que eu penso: que os bancos são umas bestas e os banqueiros não sabem nada de nada.

quarta-feira, agosto 28, 2013

Um exemplo, enfim


Vasco Gonçalves enfim introduziu o 13º mês; enfim nacionalizou a banca; destruiu enfim os latifúndios. Quando quase todos os outros recuaram por vulgar egoísmo e só pensarem na própria barriga, Vasco Gonçalves disse, corajosa e altruisticamente, sim.
Morreu velho a gozar regaladamente de uma bela piscina.

Estes lacaios de seres mitológicos que lá temos agora, quê?

Acho que querem morrer velhos a gozar uma bela piscina,  não por prémio mas sim por conquista. À força. Porque se acham mais espertos que os outros.
Não passam do animalesco. Conceitos acima disso, não computam.


Acho eu.
Deve ser isso.
Parece-me.
Desconfio que deve ser isso.
Enfim.

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"Era um homem magro e desengonçado, de nariz afilado e grandes entradas, a testa alta e larga. Humilde e simples, tinha o semblante ingénuo e honesto dos homens bons. Gostei dele à primeira vista. Pinto Soares apresentou-mo:
- O nosso coronel Vasco Gonçalves, da Direção da Arma de Engenharia. Meu coronel, este é o major Otelo, de Artilharia.
Oferecemo-lhe, no respeito hierárquico, a presidência. Logo aí lhe notei um certo incómodo. Não queria estar em destaque, na mesa. Preferia ir para o meio dos outros. Insistimos. À sua esquerda, Banazol, à direita, Vítor Alves. Que me segredou em confidência:
- Este é que é «o Baldes»...
Nunca, na Academia Militar, me tinha cruzado com ele. Mas sempre me assaltara o riso quando recordava uma das melhores alcunhas que em minha opinião tinham sido postas a um professor e pelo motivo que a justificava: quando andava, parecia que levava um balde cheio em cada mão.
Ele ali estava então, pela primeira vez, entre nós. Demos-lhe a palavra, de imediato, que ele utilizou, receosamente, como quem pede desculpa, para tentar definir a sua posição e expor as suas dúvidas." 
Alvorada em Abril, Otelo.

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 O Houaiss não lista "ingénuo". Não lista. Não refere. É ingênuo e pronto. E é "incômodo" e mais nada. Enfim...

sexta-feira, agosto 23, 2013

Ex malo bonum?

É necessário fazer um estudo onde se possa ver a influência da pornografia na sexualidade dos jovens.

Os melhores utilizadores da Internet foram, desde o início, as ... bibliotecas? Não!. Os pornógrafos. De longe.
Como é que o acesso fácil a pornografia sem limites estará a influenciar a sexualidade dos jovens? Parece-me uma boa pergunta e um assunto importante.


Ho uaiss Ho aiss (Gollum! Gollum!)

Lello: provincial: crianças. Hello!
Não gosto do Houaiss. (Desde que arranjei o Houaiss eletrónico, é o que uso).
Simplesmente não sei o que leva os nossos linguistas a estar sempre a idolatrar esta porcaria de dicionário que padece de tantos defeitos subtis mas graves o suficiente para o ter na prateleira detrás de um vidro com um autocolante "quebrar em caso de emergência".
Não é um bom dicionário, longe disso. Um bom dicionário não é o que se concentra nos casos limite. Au contraire!, um bom dicionário é o que se concentra no bom uso das palavras que pertencem de facto ao vocabulário. O resto é por acréscimo.
Um dicionário é um instrumento. É uma morgue onde se fazem autópsias e exames periciais, não um hospital .
Acho que nunca consultei o Houaiss eletrónico sem lhe ver defeitos.

Apesar das falhas - tão transparentes que não causam dano - o melhor dicionário que conheço é o velho Lello Universal.
"Não fazer mal", o lema dos médicos, também devia ser o lema dos dicionaristas. O Lello não faz mal, não desilude, porque não ficamos chocados de o ver falhar, nem nos engana. Pode não nos ajudar, pode elucidar-nos e até, às vezes, surpreender-nos. Não nos faz mal. É uma pessoa com muitos defeitos mas fácil de entender. O Lello falha onde se espera que falhe. O Houaiss falha, jurando que não, onde falhar é indesculpável.
O Houaiss usa abreviaturas. Ho aisss! Ho aiss!
Um dicionário que cinde palavras! Um dicionário que não define palavras que usa para definir outras. Um dicionário que parece saber muito mas na verdade é estúpido.



quinta-feira, agosto 22, 2013

Letra

"Trânsito" 
de Adelaide Ferreira

Vai o meu, estava à toa
E apareceu a judite
A cena passa-se em Lisboa
E o meu ía tendo um flip
Cena má, cena boa
Ó que cena tão chique
Oh yeah
Zarpou cidade afora
Entre becos e esquinas
A mona sempre à nora
Sem saber onde parar
E a vida não é canja
Para quem foge nas horas de ponta
Lisboa!
Tem muito trânsito, tem muito trânsito
Tem muito trânsito, tem
Tem muito trânsito, tem muito trânsito
Tem muito trânsito, tem muito trânsito
Tem...
Tem muito trânsito, tem muito trânsito
Tem muito trânsito, tem
Tem muito trânsito, tem muito trânsito
Tem muito trânsito, tem muito trânsito
Tem...
E a minha descontraída
Numa zona ao ataque
Estava à espera do chaval
P'ra lhe dar o saque
Vem aí a ramona
E agora vai tudo de cana
Oh yeah
E a minha pôs-se a milhas
Mais parecia um Jumbo Jet
Com os penantes a todo gás
Esta vida é um frete
Ter que dar à sola
Nas horas de maior ponta
Lisboa!
Tem muito trânsito, tem muito trânsito
Tem muito trânsito, tem
Tem muito trânsito, tem muito trânsito
Tem muito trânsito, tem muito trânsito
Tem...
Tem muito trânsito, tem muito trânsito
Tem muito trânsito, tem
Tem muito trânsito, tem muito trânsito
Tem muito trânsito, tem muito trânsito
Tem...

(Porquê? Porque ninguém sabe que é "zarpou". A não ser nós!)
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segunda-feira, agosto 19, 2013

Portugal, país deprimente

Neste país de parolos, analfabetos, gatunos e anormais, do qual estou cheio até aos olhos, o preço das coisas que põem à venda na Internet é "sob orçamento".
Se isto fosse um filme, levantava-me e saía a meio.

E aos parvos que continuam a vociferar contra o acordo ortográfico, quero dizer: ainda não repararam que anda tudo a falar e escrever brasileiro?


Encontrei no facebook uma página que, sem pejo, ilustra bem o povo português.




Acerca de comentar

Em Portugal noticiam-se jornalistas, comentam-se comentadores.... é um país de patas ao ar.

Façamos como eles e gastemos mil palavras a comentar Marcelo Rebelo de Sousa.
Cá vai:
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segunda-feira, agosto 12, 2013

segunda-feira, agosto 05, 2013

Comento!

Carta à diretora:

Hoje tive a agradabilíssima surpresa de ver uma atitute de verdadeiro jornalismo e cidadania democrática em Portugal. Refiro-me à notícia do Público "Governo recusa divulgar relatório do acidente ferroviário em Alfarelos", de 03/08/2013, onde se pode ler: "O PÚBLICO solicitou-o ao IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes), que nem sequer respondeu, pelo que foi apresentada queixa à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos."
Embora até agradecer me apeteça e com vontade de muito mais explorar acerca do que tudo isto significa, vou limitar-me a parabenizar o Público desejando que todos os jornalistas se inspirem, reflitam e aprendam com isto. E de que também possa ser o princípio da inaceitável resposta (mas que os jornalistas deixaram preguiçosamente institucionalizar no nosso país) "não comento".