segunda-feira, maio 30, 2016

Ciência é trabalho aturado, não cogitação astuta.

  • At 12:54 da tardeBlogger GPC said…

    .....
    Ciência não é um compêndio de conhecimentos acabados.

    Em Ciência não há portas fechadas à chave.

    A Ciência aspira ao perfeito, mas aceita o medíocre que lhe permita avançar.

    A maior arma da Ciência é a autocorreção. (espontânea).

    Ciência é trabalho aturado, não cogitação astuta.


  • At 1:23 da manhãBlogger GPC said…
    .....

    Desejo-lhe é saúde. Desejo-lhe é saúde e alegria.


  • At 7:01 da tardeBlogger GPC said…
    Uau! Nem devia ter contado isso: fico com curiosidades mórbidas!
    Bem, deduzo que teve de se livrar dos livros e que o meu medo do que se passa nas prisões portuguesas (e não me refiro à reclusão nem à solidão que com isso posso) é exagerado.

    Uma explicação para a origem da meditação de mestre que lhe reconheço.

    (Não estou contudo contente por ter provocado uma excepção ao meu princípio básico de não "expôr assuntos íntimos sem pudor" - e, na altura, estava a pensar num blogue do género "morreu-me um filho" que tinha encontrado recentemente. Ora, pensando bem, estive preso, tiraram-me um rim ou levei um tiro num testículo na guerra na Guiné, estão nessa categoria. Não fosse ter a certeza de ser mal interpretado, sugeria-lhe que apagasse.)

    Regressando à normalidade: acerca da ignorância ser uma benção: não segui a bela e o mestre da tvi (e perdi a saída da Clara Pinto Correia que até me interessava cá por coisas), mas vi uma cena muito ilustrativa do assunto. Perguntavam à rapariga "quem é esta senhora" e punham-lhe à frente uma gigantesca fotografia de Edite Estrela. A rapariga não fazia ideia e lembro-me de pensar que devia ser um mundo leve e arejado o daquela rapariga e de estar tentado a ter inveja disso...


  • At 2:54 da tardeBlogger GPC said…
    Nada de esquecer ou obliterar. Pelo contrário, muito pelo contrário. De acordo.
    É apenas uma questão de tempo e lugar. Como uma cicatriz de que nos orgulhamos, mas que só gostamos de mostra à mulher que está na nossa cama ou algo assim. Pois não é natural guardar os nossos tesouros para pessoas e situações especiais? Exibimos a peça mais preciosa da nossa coleção a qualquer um?
    E não se trata de discordar ou achar mal o contrário: é apenas uma "tendência natural" minha. Um fruto da minha imbecil timidez, provavelmente.
    Não interessa nada.

    Um dos meus medos actuais (eu tenho muito medos que combato, mas ainda não venço) vem precisamente de saber que, sem mais, posso ir parar às mãos do nosso sistema judiciário. Por exemplo, por ter um blogue, como o da Covilhã.
    Essa possibilidade, que actualmente apercebo como quase arbitrária, revolta-me e o imaginário do que será estar submetido aos brutos (mais por falta de valores do que por ignorância) dos nossos polícias desperta-me anarquias.
    Sei que não é assim; é um medo que vem por extrapolação da evidente verdade "O juiz não é um deus que distribui Justiça - muitas vezes é um simples idiota." Fará um xerife!
     


    Como muito bem diz "a crescente criminalização de todos os actos humanos"; é um facto. A mim desespera-me e assusta-me a mansidão com que os povos acatam tranquilamente isto. É para mim um verdadeiro mistério. Olho com nostalgia para os remotos tempos feudais em que havia a normalidade da submissão pela força; dou comigo a pensar no conforto de viver em metódicas ditaduras com a satisfação da camaradagem e as alegrias da transgressão consciente e intencional.

    Devo dizer que não concordo plenamente com a ideia de que para conhecer é preciso fazer; quer dizer, em termos gerais; fifty-fifty: vê-se melhor como é a Terra de longe e nunca nos apercebemos de quem é uma pessoa realmente se estivermos apaixonados por ela, por exemplo.
    A experiência é a cereja no cimo do bolo, o toque final, o espreitar o planeta que já se "viu" sentado à secretária. Se apenas se espreitar a luzinha no céu noturno, pouco se tira. 
  • Metade das coisas deste mundo pouco ou nada valem, por si só, sem se ter ideia do que implicam ou da sua história, mas apresentam-se grandiosos aos olhos da mente. (É por me ter ensinado isso que eu gosto de Stephen Jay Gould.)

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